Livros-Raiz
Não esperam que se lhes vá ao encontro.
São eles que vão ao encontro de quem os abrir.
Os cinco Livros-Princípio esperam por quem os lê. Não vão buscar ninguém. Respondem muito bem a quem já traz a pergunta formada — e pedem, a quem ainda não sabe que a tem, mais do que ela consegue dar naquele momento.
Vem aí um ciclo novo: sete livros a que chamo Livros-Raiz. Não são resumos dos outros, não são versões fáceis e não são introduções a nada. A diferença é de porta.
Um Livro-Princípio começa nos ensinamentos e desce até à vida. Estes começam numa coisa que qualquer pessoa reconhece — uma noite má, uma discussão que volta de três em três meses, um tratamento prolongado num hospital, uma vida que já acabou e onde se continua a morar — e só no fim dizem de onde é que aquilo vem.
Os sete livros
-
A Hora da Simplicidade sobre o que há a pousar
-
O Propósito da Vida sobre estar presente enquanto a vida acontece
-
O Caminho para Deus sobre a forma que o percurso tem e as passagens que ninguém salta
-
Os Tons da Existência sobre o material com que se veio e sobre o que falta a cada um
-
A Verdadeira Cura sobre o que se pode e o que não se pode dizer a quem está doente
-
A Ordem que nos Sustenta sobre os cinco andares que sustentam a vida em comum numa sociedade
-
O Quinto Império que não é profecia nem programa, e que trata das condições de uma coisa que não vem: acontece
Cada um se fecha sobre a sua matéria. Não há ordem entre eles, nenhum precisa dos outros, e não é preciso ter lido uma linha do que veio antes para abrir qualquer um.
Há mais uma diferença, e essa nota-se na primeira página: são escritos na primeira pessoa. Deixei a voz impessoal do tratado, e deixei-a de propósito. Estudar uma coisa que está fora de nós faz-se muito bem com uma voz sem dono. Reconhecer qualquer coisa da própria vida não se faz com uma voz que nunca arriscou nada.
O primeiro chega no início do próximo ano.