Apenas seres livres podem trilhar o Caminho Espiritual e encontrar a Verdade no fim desse caminho. Fim do caminho que não fica lá longe no horizonte, requerendo esforços incomensuráveis para ser alcançado, mas Aqui, neste instante que se faz presente no momento em que essa Verdade se revelar porque nos despimos das verdades dos outros. Ninguém que esteja acomodado a algo externo, sejam as palavras de um guru, de um livro, de uma ideologia ou religião, poderá alguma vez encontrar essa Verdade. Sem esse caminho individual, de quem intui, reflete e sente o mundo a partir do seu centro, verdade alguma poderá alguma vez ser alcançada.

Mensagem de Ano Novo - Pedro Elias

Que possamos neste novo ano silenciar e permitir que a dimensão da Alma se faça cada vez mais presente na simplicidade da Vida. Que nos entreguemos aos momentos que a Vida nos traz, em alegria e gratidão, sem construir nenhum personagem como fuga a essa realidade, pois toda a construção da mente, mesmo que brilhando em néons de espiritualidade, é uma ilusão.

Muitas foram as vezes, certamente, que todos nós nos interrogámos sobre o significado da Vida. Afinal, para que existe um universo manifestado se fora deste habita a perfeição e a totalidade? Qual a razão da nossa essência profunda se projectar em Mónadas e Almas para descer aos mundos duais se, nestes mundos, não existe nada que possa adicionar ou subtrair o que quer que seja a essa mesma essência? Afinal para que serve toda esta experiência?


Aprendemos a olhar para o Ego como um inimigo. Muitas práticas espirituais colocam-no como o alvo a ser abatido, a razão que nos impede de evoluir, o obstáculo entre nós e o Divino. Mas na verdade se não fosse pelo Ego não teríamos sequer como estar encarnados a viver esta experiência que é profundamente sagrada. Talvez os anjos e arcanjos por cá pudessem andar, mas esses não sentem o mundo nem têm como o alquimizar, e por isso são inúteis sem a existência dos mundos duais e suas múltiplas humanidades.

Isabel viu-se dentro de um anfiteatro onde vários seres se encontravam virados para um palco circular. Ali, um Ser feminino encontrava-se sentado. Tinha um véu que lhe cobria os olhos, fazendo com que Isabel se recordasse do quadro da Mãe do Mundo de Nicholas Roerich, com o qual ela sentia uma profunda ligação, pois era como se este tivesse sido pintado a partir daquela imagem. Compreendeu então que estava diante da energia da Grande Mãe, e que o simbolismo do véu a cobrir os olhos tinha um significado oculto, pois a Mãe não necessita de ver os seus filhos, já que vive dentro destes. E foi então que ela falou:

Como acabar com a dualidade continuando a viver no mundo? Como fazer com que o jogo do bem e do mal, do certo e do errado, termine definitivamente em nós?

Enquanto fazia esta pergunta a imagem que me vinha era a de uma árvore.

Um novo olhar é necessário sobre este tema. Uma nova compreensão necessita ancorar em nós, de modo a que possamos compreender a razão primeira e última do processo ascensional.

Nas antecâmaras do tempo, ecoa ainda hoje o Sim que todos nós pronunciámos quando nos foi perguntado se estávamos dispostos a servir no planeta a que damos o nome de Terra. De diferentes moradas cósmicas, de diferentes quadrantes deste Universo-Mãe, legiões de seres deslocaram-se para aqui com a tarefa de ajudar na elevação deste sistema a uma dimensão eléctrica e não mais fricativa, permitindo que a Kundalini do Logos Planetário pudesse subir do seu Plexo Solar, onde se encontra actualmente polarizada, para o Chacra Cardíaco onde irá estabilizar após as mudanças que se avizinham.

Este vazio que nos toca sempre que a Alma se apresenta diante das nossas dores, sorrindo-nos como que percebendo a acção benigna desse grande alquimista que tudo transforma, é a maior graça que um ser pode receber, pois ali está a Cura de toda a sua ancestralidade e o resgate final que o consagrará no altar do Amor.

Mais Vistos

Search