O Mistério da Cruz e a Alquimia Profunda

Muitas foram as vezes, certamente, que todos nós nos interrogámos sobre o significado da Vida. Afinal, para que existe um universo manifestado se fora deste habita a perfeição e a totalidade? Qual a razão da nossa essência profunda se projectar em Mónadas e Almas para descer aos mundos duais se, nestes mundos, não existe nada que possa adicionar ou subtrair o que quer que seja a essa mesma essência? Afinal para que serve toda esta experiência?

Um Novo Olhar Sobre o EGO

Aprendemos a olhar para o Ego como um inimigo. Muitas práticas espirituais colocam-no como o alvo a ser abatido, a razão que nos impede de evoluir, o obstáculo entre nós e o Divino. Mas na verdade se não fosse pelo Ego não teríamos sequer como estar encarnados a viver esta experiência que é profundamente sagrada. Talvez os anjos e arcanjos por cá pudessem andar, mas esses não sentem o mundo nem têm como o alquimizar, e por isso são inúteis sem a existência dos mundos duais e suas múltiplas humanidades.

Mãe do Mundo

Isabel viu-se dentro de um anfiteatro onde vários seres se encontravam virados para um palco circular. Ali, um Ser feminino encontrava-se sentado. Tinha um véu que lhe cobria os olhos, fazendo com que Isabel se recordasse do quadro da Mãe do Mundo de Nicholas Roerich, com o qual ela sentia uma profunda ligação, pois era como se este tivesse sido pintado a partir daquela imagem. Compreendeu então que estava diante da energia da Grande Mãe, e que o simbolismo do véu a cobrir os olhos tinha um significado oculto, pois a Mãe não necessita de ver os seus filhos, já que vive dentro destes. E foi então que ela falou:

Sejamos Árvores

Como acabar com a dualidade continuando a viver no mundo? Como fazer com que o jogo do bem e do mal, do certo e do errado, termine definitivamente em nós?

Enquanto fazia esta pergunta a imagem que me vinha era a de uma árvore.

Ascensão

Um novo olhar é necessário sobre este tema. Uma nova compreensão necessita ancorar em nós, de modo a que possamos compreender a razão primeira e última do processo ascensional.

Uma Nova Visão do Karma

Nas antecâmaras do tempo, ecoa ainda hoje o Sim que todos nós pronunciámos quando nos foi perguntado se estávamos dispostos a servir no planeta a que damos o nome de Terra. De diferentes moradas cósmicas, de diferentes quadrantes deste Universo-Mãe, legiões de seres deslocaram-se para aqui com a tarefa de ajudar na elevação deste sistema a uma dimensão eléctrica e não mais fricativa, permitindo que a Kundalini do Logos Planetário pudesse subir do seu Plexo Solar, onde se encontra actualmente polarizada, para o Chacra Cardíaco onde irá estabilizar após as mudanças que se avizinham.

Este vazio que nos toca sempre que a Alma se apresenta diante das nossas dores, sorrindo-nos como que percebendo a acção benigna desse grande alquimista que tudo transforma, é a maior graça que um ser pode receber, pois ali está a Cura de toda a sua ancestralidade e o resgate final que o consagrará no altar do Amor.

A Função Espelho

No cosmos, a comunicação é feita por aquilo que se conhece como sistema de espelhos, que permite que a energia flua sem distorção, imaculada, mantendo o seu timbre e a sua nota programática e arquetípica. Este sistema é o ponto de equilíbrio do próprio universo onde nos encontramos, seja um planeta, um sistema solar, uma galáxia ou o cosmos como um todo. Ele é a garantia de que a Voz do Pai se faz ouvir em cada recanto da sua manifestação. Todos os outros sistemas de comunicação são falíveis e passíveis de ser interferidos por núcleos involutivos, mas não os espelhos. É por essa razão que a Hierarquia apenas usa o sistema de espelhos para a sua comunicação.

Na Senda do Discípulo

A senda do discípulo, como vem sendo referido ao longo dos tempos em toda a tradição esotérica que vem desde Blavatsky, sempre foi um trilho estreito. Um trilho de muitas provações em que esse mesmo discípulo era testado na sua fé, entrega e aspiração, até se encontrar com o Mestre e neste se integrar. A estadia no deserto não é apenas uma metáfora bíblica, onde Jesus foi tentado nos seus próprios desejos até se limpar de todos eles e assumir a tarefa que lhe correspondia, mas uma realidade interna em todos nós. Estar nesse deserto é estar na solidão de uma dor ancestral que transportamos de muitas encarnações e que precisa de ser curada. Mas este é um processo solitário, por mais que sejamos acompanhados de outros planos.

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Pedro Elias
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