Seja Bem-vindo(a)

Que possa reencontrar nestas páginas o Silêncio da Alma.


Que este espaço seja, para cada um de vós, um espelho que vos devolva o reflexo da vossa própria Essência. Um lugar de repouso, de sintonia e de silêncio...

Enquanto aqui estiverem, recebam os frutos deste trabalho sem se apegarem a este, buscando nas suas formas e na essência que as alimenta a fonte de inspiração que vos permita pegar nesta pedra em bruto e, usando o martelo e o cinzel da vossa própria sabedoria, recriá-la à vossa imagem e semelhança, pois nenhum conhecimento, mesmo que sabedoria no coração daquele que o manifestou, deverá ser aceite sem uma reflexão profunda que, por reflectir o que vem da Alma - se for feita com as raízes plantadas no silêncio -, vos permitirá crescer em consciência nesse desvelar continuo de vós próprios até que nada mais fique que não seja a própria Vida.

Essa Vida que é una, como é una a água que corre num fio contínuo pelo riacho sem a separação em gotas que não existem; contornando as pedras do leito sem as demover, e com esse gesto lapidando-as em formas suaves e harmoniosas.

Que este pequeno recanto, no meio dos ruídos do mundo, possa permitir esse diálogo profundo com a vossa própria Alma, desvelando um pouco mais do aroma sagrado que vos habita e que contem tudo aquilo que são de mais Belo e mais Puro.

Paz Profunda,
Pedro Elias


Música: Whisper 6 - Whispers from a Distant Past - Pedro Elias

Um livro especial que guardo no coração.

De todos os livros que escrevi, este foi o único que ficou. Todos os outros chegaram e partiram, mas este guardei-o sempre junto de mim. E a razão não é por ter sido o primeiro, nem por o ter escrito numa fase de grandes transformações, mas por sentir em cada página, em cada parágrafo, em cada palavra o som da minha própria Alma.

Enquanto os restantes livros que compõem a obra foram escritos pela necessidade de concluir a tarefa e passar a mensagem, este foi como um sopro vindo do mais profundo do meu ser que deixou um aroma que permanece.

Por brincadeira dizia a mim mesmo, muitas vezes, que este livro foi uma carta de amor que escrevi a alguém que nunca conheci, como mensagem numa garrafa de vidro que lançamos ao mar na esperança que chegue às únicas mãos que a poderão compreender, mas na verdade, essa carta nunca foi destinada a uma outra pessoa, mas sim à minha própria Alma que me tocou e me envolveu de forma doce e suave enquanto me embalava com a sua poesia e sabedoria profunda durante a escrita desta obra.

Todos os outros livros partiram e nada sei deles, mas este ficou e continua presente, como uma brisa no rosto que me conforta e me faz recordar as minhas origens, preenchendo-me desse Amor que todos somos e que nunca deixaremos de ser.

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